Era o início de uma nova vida, duas na verdade, a do meu pequeno Samuel que timidamente vinha se formando no meu ventre e a minha, que desejava intensamente me preparar para recebê-lo da melhor maneira.
Conheci um grupo no face chamado Parto Humanizado Região das Hortênsias, um grupo bem ativo com pessoas e compartilhamentos maravilhosos, onde pude encontrar muita informação e apoio.
Este mesmo grupo, que faz parte do movimento Nascer Sorrindo e conta com um grupo presencial com encontros mensais onde mães, gestantes, tentantes e companheiros, contam com o apoio de profissionais de diversas áreas como enfermeiras, ginecologistas, dentista, fisioterapeutas, doulas, advogadas, etc...
Nesses encontros são discutidos vários temas envolvendo gestação, parto, puerpério, maternagem, amamentação e muitos outros relacionados.
E foi participando desse grupo, a convite da minha querida e dedicada mãe/amiga/ativista Priscila Fioreze de Liz, que descobri que meus interesses iriam além do que eu queria pra mim e o Samuel. Era uma descoberta tão maravilhosa, era uma luta tão difícil, por um motivo tão nobre, que me apaixonei.
Me apaixonei e vi que eu não queria isso só pra mim, que não era só eu quem precisava de ajuda e informação para buscar o que merecemos por direito... porque respeito é um direito de todos, e isso não precisa ser uma questão legal, apenas de bom senso e amor ao próximo.
O nascimento é o momento mais maravilhoso da vida, desde que tratado de forma respeitosa. É onde os filhos nascem e as mães renascem, se descobrem, se superam.
Todas as mulheres precisam saber disso, superar seus traumas, seus medos, quebrar tabus, romper pré-conceitos, e se abrir à vida que a envolve desde a fecundação do seu pequeno tesouro.
Entendo e respeito o fato de que todas as mulheres tem o direito de escolha sobre seu corpo e seu filho, certamente! Mas acredito verdadeiramente, por experiência própria, que só podemos escolher pelo melhor quando entendemos o processo, quando saímos da comodidade da nossa zona de conforto e confrontamos os verdadeiros riscos que nos cercam nesse momento.
Mas sei que motivar as pessoas é um trabalho árduo, pra que isso aconteça, é preciso surgir mais que interesse, muitas vezes somente a necessidade faz os olhos se abrirem.
E assim me engajei nessa luta, ativamente, como mãe, como gestante, mas acima de tudo como mulher que acredita que juntando esforços podemos mudar uma realidade criada de forma artificial e distorcida da grande obra do Criador: a vida.
Porque Ele nos fez capazes de gerar e parir nossos filhos...
Porque mulheres sabem parir, e bebês sabem nascer!!
Porque abraçar o mundo com as pernas pra mim ainda é pouco!



